11
abr, 2020

Facape analisa dispensar juros de mensalidades em atraso e mantém semestre letivo

Diretores da Facape se reuniram com os estudantes Hellen Rose Dias, Edinalva dos Santos, Ellen Joanne e Evandro Melo, nessa quarta-feira (08), para discutir pauta do semestre em andamento. Dentre os pontos apresentados pelos discentes estavam questões relacionadas às aulas realizadas nas plataformas digitais disponibilizadas pela faculdade nesse período de isolamento social pela pandemia do coronavirus, não antecipação de férias e não suspensão do semestre, além da possibilidade de prorrogação dos prazos de apresentação de trabalhos de conclusão de curso para esse final de semestre.
A diretora acadêmica Vania Lasalvia, compartilhou com os alunos a decisão da Facape de estender o prazo para defesa dos trabalhos de conclusão de curso para os graduandos desse semestre, considerando que muitos, dependem de pesquisa de campo, o que é inviável nesse momento. “Estamos planejando discutir com os professores de TCC, outras possibilidade caso esse isolamento se estenda, para os casos de trabalhos com pesquisas de campo. Nossa preocupação é com os estágios. Nós dilatamos os prazo, mas tem que ter a prática”. Explicou Vânia, que adiantou que a faculdade não vai suspender as atividades acadêmicas do semestre letivo.
Ainda como ponto de pauta dos estudantes, também foram colocados, desconto e/ou dispensa de juros e multa para mensalidades em atraso durante a pandemia. “Como nós somos uma Autarquia, não temos fins lucrativos. Nossa única fonte de receita são as mensalidades, para nossas atividades. Nosso cenário hoje é de aumento de inadimplência, que chega a 45%. Quando a gente fala em desconto de mensalidade, isto significa redução de receita e para isto, como Autarquia municipal, temos que indicar de onde virá a receita substitutiva e para o caso específico, a nossa única fonte de receita é a mensalidade do estudante. Nós estamos em fase de elaboração de uma nota técnica em que iremos buscar esse apoio financeiro externo, mas não temos garantia que vamos conseguir essa receita substitutiva, que poderá auxiliar o aluno no pagamento das suas mensalidades.” Explicou a diretora financeira da Facape, Ivony Dourado.


O presidente da Facape, Antonio Habib, já consultou o setor jurídico da instituição e solicitou parecer para a dispensa de juros e multas das mensalidades com pagamentos em atraso. “É um período difícil e nós estamos todos os dias buscando fazer o melhor para os alunos e para a instituição. Tirar multas e juros é o que nós possivelmente poderemos fazer. Para tanto, estamos encaminhando ao Poder Executivo, um ofício solicitando o auxílio necessário para promover mediante Decreto Municipal, a prorrogação dos efeitos temporários da Lei 3.124 de 2018, e, consequentemente, o restabelecimento do Programa de Recuperação de Créditos não adimplidos da AESF/FACAPE, que permitirá com maior flexibilidade, a negociação dos créditos não adimplidos pelo nosso estudante em períodos anteriores”.
Enquanto Presidente da ASSIESPE, Habib também está buscando auxílio junto ao Governo do Estado de Pernambuco, através do PROUPE, com a possibilidade de aumento nos valores das bolsas de estudo, e a liberação de bolsas para todos os estudantes das Autarquias Municipais do Estado. “Gostaríamos de poder fazer muito mais, porém, temos as limitações legais que nos impede de tomarmos algumas medidas. Estamos discutindo outras possibilidades com toda a diretoria para fazer o que for possível para ajudar os nossos alunos e também os nossos servidores”. Declarou Habib.

Os estudantes agradeceram o empenho da Facape em manter as portas abertas para o diálogo, trazendo as informações para a comunidade acadêmica e tirando dúvidas para o universo de 648 turmas que somam mais de 3 mil pessoas no Campus. “As pessoas estão pedindo muita coisa sem entender o problema. Existe uma pressão da própria comunidade pra saber porque não estende o prazo, não dá desconto etc. Então acredito que os alunos precisam primeiro entender como funciona a Facape enquanto faculdade que é pertencente a uma Autarquia Municipal”. Argumentou o estudante do 4º período de Direito, Evandro Melo.

Assessoria de Comunicação – Facape

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